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8 perguntas · 3 minutos

Qual é o seu estilo de apego?

Antes de decifrar o código da outra pessoa, vale a pena olhar para o espelho. A sua própria configuração decide o quanto a distância dela lhe dói.

Sem registo, sem email, sem respostas guardadas. A avaliação acontece no seu navegador.

Os quatro estilos de apego num relance

Em resumo

A investigação sobre apego distingue quatro estilos adultos: seguro (cerca de 55 a 60 %), ansioso (perto de 20 %), evitativo-desligado (perto de 25 %) e evitativo-receoso. Descrevem como uma pessoa lida com a proximidade e com a ameaça, não a sua capacidade de amar. Os quatro são estratégias aprendidas e, por isso, modificáveis.

Os quatro estilos de apego comparados
EstiloSob stressFrase central
Seguroprocura contacto e sabe acalmar-se«Isto nós resolvemos.»
Ansiosohiperativação, mais proximidade, já«Tenho de recuperar a ligação.»
Evitativodesativação, mais distância«Não preciso de ninguém.»
Receosoas duas coisas ao mesmo tempo«Vem cá, vai-te embora.»

Como ler o seu resultado

Em resumo

Trate o resultado como uma bússola, não como um rótulo. Os estilos de apego são tendências que mudam conforme o parceiro e a fase de vida, e os tipos mistos são a norma. Importa menos a categoria e mais qual é a estratégia que arranca sozinha quando o alarme toca.

Uma nota que para muita gente é o verdadeiro alívio: um parceiro evitativo arrasta até pessoas seguras para padrões ansiosos. Se nesta relação se vê a perseguir como nunca antes, isso diz algo sobre a dinâmica e não sobre quem você é.

Importante: este teste é uma autoavaliação, não um diagnóstico. Se a sua situação o está mesmo a afetar, fale com um profissional de psicologia. Em Portugal, SNS 24 pelo 808 24 24 24 e Voz de Apoio 225 506 070. Emergência: 112.

Perguntas frequentes sobre o teste

Este teste de apego é científico?

Baseia-se no modelo de quatro categorias de Bartholomew e Horowitz (1991), mas não é um instrumento psicométrico validado. Orienta e torna os padrões visíveis, não diagnostica. Questionários validados como o Experiences in Close Relationships usam muitos mais itens e são interpretados por profissionais.

O meu resultado pode mudar mais tarde?

Pode. Os estilos de apego são estratégias aprendidas, não traços fixos. Mudam com parceiros diferentes, fases da vida e experiências corretivas. A investigação chama a esse caminho apego seguro adquirido: demora anos e não semanas, mas está bem documentado.

E se ficar empatado entre dois resultados?

Então é um tipo misto, que é o caso normal. Quase ninguém encaixa de forma limpa numa só categoria. Leia as duas interpretações: ao pensar em situações concretas, normalmente uma encaixa bastante melhor.

O teste guarda as minhas respostas?

Não. Toda a avaliação acontece no seu navegador; nenhum dado é transmitido ou armazenado. Não há registo, nem seguimento das respostas, nem email necessário para ver o resultado.

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Fontes e leituras recomendadas
  1. Bartholomew, K. & Horowitz, L. M. (1991): Attachment Styles among Young Adults: A Test of a Four-Category Model. Journal of Personality and Social Psychology, 61(2), 226–244. DOI
  2. Hazan, C. & Shaver, P. (1987): Romantic Love Conceptualized as an Attachment Process. Journal of Personality and Social Psychology, 52(3), 511–524. DOI
  3. Main, M. & Solomon, J. (1990): Procedures for Identifying Infants as Disorganized/Disoriented during the Ainsworth Strange Situation. Chicago: University of Chicago Press.
  4. Mikulincer, M. & Shaver, P. R. (2016): Attachment in Adulthood: Structure, Dynamics, and Change. 2nd ed. New York: Guilford Press. Web